A Arte pelo Autocuidado | Art for self care

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Chega um momento no meio do caminho onde você se pergunta:


- Onde eu tô?


Nesse momento eu respiro fundo...


Eu ainda não tenho resposta pra essa pergunta.


Ainda.



Eu tenho estudado a minha relação com a arte e admito que ainda vivo em conflito (torcendo para que isso não perdure).


Não faz muito tempo que descobri artistas maravilhosas no IG, uma delas é uma mulher surpreendente chamada Emily Jeffords : artista, mãe de três filhos, educadora e criadora da ‘#’ e Podcast “Do it for the Process”.

Em um dos devaneios da Emily durante o Podcast, para a minha sorte, ela responde a minha pergunta:


Segundo ela, a gente deve tratar a arte como autocuidado.




Foi então que a minha ficha caiu.


Por muito tempo a pintura foi meu Hobby. Mas segundo o dicionário, Hobby significa: “atividade exercida exclusivamente como forma de lazer, distração, passatempo”.


Sim, existe o prazer, a distração, mas não, não é só isso...


Nos últimos tempos a pintura tem funcionado como um tratamento. Tratamento contra as minhas próprias frustrações. É quando me abro pra explorar todos os sentimentos desagradáveis. Essa tem sido a minha válvula de escape nos últimos meses: quando tudo parece turbulento, quando as emoções de tristeza, dúvida, angústia já não cabem mais no peito, a única forma de me distrair e descansar a mente é quando vejo meus materiais espalhados pela mesa: quando o pano começa a ficar sujo pelo excesso de tinta, quando os pinceis começam a se amontoar em cima da mesa e os papeis são colocados de lado para secar depois de cada pintura.


Se, de repente, me dou conta que eu comecei com aquarela, sem perceber fui para os pasteis e terminei o dia pintando com acrílico... então eu sei que o tratamento foi completo: por algumas horas, minha cabeça foi pra longe e eu me permiti criar, me permiti entrar no mundo onde os problemas existem, mas onde eles não têm força pra me fazer mal.


Mais tarde quando confronto meus próprios trabalhos, percebo que nos dias mais tristes quem surgiu nas primeiras pinceladas foram as flores.



Minhas flores fluídas e de cores neutras... são elas que me hipnotizam e me fazem esquecer dos meus próprios espinhos. São elas que, no final das contas, cuidam de mim, da minha alma. E é assim que eu me curo todas as vezes que me entrego para a pintura.


É engraçado perceber que depois de toda a bagunça, (seja mental ou a que ficou em cima da mesa) só me resta, organizar, guardar o material, limpar a área de trabalho, e seguir o resto do dia normalmente. No final de toda essa entrega não vale mais a pena se quer lembrar de todo aquele sentimento ruim.


Eu to mais calma, mais leve.


E assim, quando eu estiver com a alma carregada, eu aprendi que meu remédio é caseiro.




EN


There comes a moment halfway where you ask yourself:


- Where am I?


At that moment I usually take a deep breath...


I still don't have an answer to that question.


Still.


I have been studying my relationship with art and I admit that I still live in conflict with (hoping it doesn't last).


Not long ago I discovered wonderful artists at IG, one of them is an amazing woman named Emily Jeffords: artist, mother of three, educator and creator of the ‘#’ and Podcast called “Do it for the Process”.


In one of Emily's daydreams during an Episode of the Podcast, luckily for me, she answers my previous question:


According to her, we should treat art as self-care.



At that moment the penny dropped!


For a long time, painting was just a Hobby. But according to the dictionary, Hobby means: “Activity that someone does for pleasure". Yes, there is the pleasure, distraction, but no, now it's deeper than that...


Nowadays, painting has worked as a treatment.


Treatment against my own frustrations: when I open myself up to explore all the unpleasant feelings. This has been my relief valve.


Whenever things seems turbulent, when the emotions of sadness, doubt, anguish no longer fits in the chest, the only way to distract myself and rest my mind is when I see my materials scattered across the table: when the cloth starts to get dirty by the excess of paint, when the brushes start to pile up on the table and the papers are set aside to dry after each painting.


If, suddenly, I realize that I started with watercolor and without realizing I went to the pastels and ended the day painting with acrylic ... then I know that the treatment was complete: for a few hours, my head went away and I I allowed myself to create, I allowed myself to enter the world where problems exist, but where they don't have the strength to hurt me.


Later, when I confront my own work, I realize that in the saddest days the flowers appeared in the first brushstrokes.


My fluid flowers with neutral colors ... they are the ones that hypnotize me and make me forget my own thorns. They are the ones who, after all, take care of me, my soul. And that's how I heal myself every time I give myself over to painting.


It is funny to realize that after all the mess, (whether mental or the one left on the table), I only need to organize, store my stuff, clean the work area, and live the rest of the day normally. At the end of all that 'surrender', it's no longer worth it to remember all that bad feelings.


I'm calmer, lighter.



And so, when I have a loaded soul, I learned that my medicine is homemade.


P.S. I'm sorry guys, I might have made some silly mistakes writting in English, but i'll get better, I promisse!









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