Onde tudo começou.

Todo mundo precisa começar de algum lugar, e essa é a história de como eu comecei.




Bom, eu comecei literalmente do nada. Artes tive só no colégio e olhe lá. Foi então que no meu primeiro ano morando na Alemanha, decidi comprar um set de pincéis da pior qualidade, um bloco de papel (tão ruim quanto os pincéis) e uma paleta de aquarela que, pode-se dizer, boazinha até... O bacana dessa história é que recém tinhamos nos mudado, e como alugamos esse apartamento vazio, precisavamos começar do zero e ir atrás de materiais de construção para ajeitar algumas coisas no apartamento. foi então que passei no corredor de pinturas, quadros e molduras. Peguei os materiais mais baratos (já que naquela época eu ainda recebia 'mãetrocínio') e voltei pra casa alegre e faceira por dar início à um novo Hobby.





Meio sem entender como as coisas funcionavam, comecei a passar a tinta no papel e procurei fazer algumas formas, alguns desenhos, mas como eu disse, artes tive no colégio e desde então, eu não mantive um bom relacionamento com nada que exigisse habilidade para fazer trabalhos manuais.


Devo adimitir que foi uma sensação meio frustrante não conseguir fazer nada que fosse do meu agrado. Entretanto, quem me conhece sabe que sou rica em paciência e não foi por isso que desisti de tentar. Muito pelo contrário, eu conhecia as minhas limitações. Eu sabia que ninguém nasce pintando a Monalisa e era imprescindível que eu entendesse o quanto isso é importante no processo de aprendizado. Caso contrário eu não estaria aqui hoje dividindo com vocês esse pedaço de história e essas imagens um tanto quanto constrangedoras.






Os dias foram passando e eu fui criando gosto pela coisa. Comecei a desenhar cada vez mais, pintar cada vez mais, escrever cada vez mais (naquela época eu também tentava aprender caligrafia).

Triste, mas felizmente era hora de voltar para o Brasil (2017). Pra me incentivar a continuar aprendendo, minha mãe me matriculou em um curso de aquarela. Por 6 meses tive as melhores segundas-feiras. E é com muita saudade que eu posso garantir que essas lembranças vão ficar guardadas pra sempre comigo como uma das melhores experiências que já tive na minha vida. O cheiro da tinta, o atelier, extraordinária alegria da Lou Borguetti, as colegas de aula, as músicas... tudo, absolutamente tido naquele lugar era perfeito e foi então quando me dei conta de que era isso que eu queria pelo resto da minha vida.



E se você está lendo isso, significa que você sabe a quantas anda a minha vida hoje em dia. Talvez eu não tenha o atelier dos sonhos e se quer tenho uma mesa de trabalho (preciso ficar pipocando entre a mesa de jantar e a mesa de trabalho do marido), mas segui na pintura e continuo persistindo no sonho de um dia poder viver e me sustentar única e exclusivamente da arte. E já que Deus me abençoou com paciência, eu não me importo se o caminho que eu tiver que tomar for um pouco mais longo, desde que eu percorra ele feliz e fazendo o que eu gosto!


Obrigada por fazer parte das minhas confissões!

Beijos de luz e até a próxima!



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